segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Entre Cores e Flores





























Apresentação realizada no CEU CAMINHO DO MAR no dia 11/12, com carater de ensaio aberto (work in process)



Fotos - Daniel Ferreira

sábado, 11 de dezembro de 2010

A caminho...

Segue um trecho do novo espetáculo "Entre Cores e Flores", lembrando que, estamos em processo.
Este video foi realizado no CEU CAMINHO DO MAR, no dia 11/12 como carater de ensaio aberto (work in process)...

Agradecemos aos nossos familiares, amigos, e ao Rodolfo (coordenador cultural do CEU CAMINHO DO MAR) obrigada!

Cia. As Margaridas

video (Elizangela Thomás)
video

domingo, 5 de dezembro de 2010

Ensaio Aberto

Queridos,
a entrada é franca, então, esperamos vocês!

sábado, 20 de novembro de 2010

Contos...Cantos...


Cantamos os contos do mundo!

Em breve, ensaio aberto de "Entre Cores e Flores" - Aguardem!

domingo, 7 de novembro de 2010

Entre Cores e Flores


"Entre Cores e Flores" é o mais novo espetáculo da Cia. As Margaridas.
Na busca pelo lírico, poético e feminino, contamos histórias, histórias estas encarnadas no corpo destas três mulheres, histórias de VIDA. Não queremos mais o cinzento, nem o bruto. Queremos a leveza da pluma, queremos a poesia da água, queremos o lirismo do sorriso, queremos Cores e Flores.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

2º parte do Work in Process






Onde esta a energia feminina em nós?

Talvez não tão explícita nas palavras, mas sim, em nosso corpo. Movimentos internos que nos levam ao mundo.
O riso, o choro, num movimentar dos dedos, num olhar, no assoprar para que o guarda-chuva abra, no abrir da mala, e em tantos outros lugares.
Existe a consciência disto?
Talvez seja isso que queremos falar.

Aqui, buscamos o primeiro nascimento nos corpos, para que depois a palavra nasça com tanta intensidade a partir de nossos ossos, orgãos - implícita, dizendo por si mesma.

Caminhamos, na busca por esse feminino.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Pensamentos...

03:05 da manhã...
Insônia...Me deparando com Clarice nesta madrugada,
achei na rosa de seu Livro a pétala de minha Feminilidade....Feminilidade...
que existe,não oculta, mais sensível intensa e angustiante...
"Inefável explica-la...impossível não senti-la."

*(texto de Antônio Meira)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A dança...


Ela dança, e dança com todas as partes de seu corpo. É contrátil, gera o infinito.
A fala já não sai mais de sua boca, agora são os pés que semeiam palavras - gritam e querem a liberdade de ser.
Esta é a moça, contida em nós!

*persona de Bruna Vitorino

(texto de Sol Bentto)

De malas prontas...


"Seu eu gritasse, desencadearia a existência de que, a existência do mundo?"

Hoje, acordei com vontade de ser ESTRADA!!

*persona de Sol Bentto

domingo, 17 de outubro de 2010

A procura...


Entre bolhas de sabão me perco.
Riu até a ponta do nariz ficar vermelha.
Escuto o assobiar dos pássaros.
Corro...
Gosto!
Gosto mais até que colocar pé na lama.
E catar vento com a mão.
Catar vento.
Mãos...
Que dedilham rosto teu.
É pássaro, argila ou homi.
Entre bolhas de sabão me perco.

* persona de Marcela Cabral
(Texto escrito por Marcela Cabral)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Work in process



É o gerar... queremos gerar mundo, num ápice de cada movimento, num intenso impulso do corpo; cantos, lágrimas, gritos, alegrias, brincadeiras.
A saia tornou-se parte de nosso corpo, não sabemos em que momento começa um, nem tão pouco onde termina o outro - metáfora.
Desejamos o feminino, desejamos o equilíbrio entre o Yin e o Yang.
Geramos... geramos caminhos.
Desejamos Ser; ser, é - já, num acontecer agora, o instante é o AGORA. Estamos nos CRIANDO.

"Vou voltar para o desconhecido de mim mesma e quando nascer falarei em ele ou ela".
* Trecho de Água Viva - Clarice Lispector.

(texto escrito por Sol Bentto)
Fotos ensaio: Cris Ávila - orientadora da Cia. As Margaridas

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Modificando percepções

Eu tenho tato.

Eu tenho olfato.

Sinto esse chão rasteiro, sujo, empoeirado.

Eu sinto a natureza.

Eu briso na minha essência,

na simplicidade humana.

Eu vejo o por-do-sol ao anoitecer.

Assim, salto o universo.

(*texto de Bruna Vitorino)

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Momento de desvencilhar dos corpos antigos
Da casca
Dos que nos sobrou.
O ciclo se desmembra..
Não se estilhaça como vidro.
Estamos gerando poesia dentro de úteros fortes e quadris largos.
Se misturam com a presença masculina que temos defronte a nós.
Dentro de nós, somos tão cruéis.
Geramos vidas incontroláveis do lado de fora.
Geramos poesia em gestação para acalmar a nossa angústia.
De não estar por dentro de tudo.
Esperamos pacientemente.
Perdemos os contornos...
Não digo que é doloroso.
Pois de fato não sei.
Ando tão embaraçada com o véu que mamãe me preparou para o casamento.
Que nem lembro que carrego uma outra parte em mim.
A casca já sei foi...
Quero que me vejam entregue como sou;
Humana,
Mulher.
Em busca dos meus contornos de feminilidade desvastados.
Por mãos e juras mentirosas.
Momento de abandonar-me.
O ciclo mudou...

(*Texto de Marcela Cabral)

quinta-feira, 22 de julho de 2010


Grito, um grito feminino.
E quando digo feminino não é porque sou mulher.
Digo feminino, pois, é um grito MUDO, INALDÍVEL.
Guardado no meu útero em dias de inverno úmido.
Este grito ecoa nas paredes da cidade barulhenta, masculina.
Nesta masculinidade que tomou-nos a força num estupro evidente, comprovado.
Meu grito sufocado, abafado ainda esta aqui - INVISÍVEL.

Grito quase todos os dias nesta não possibilidade de vida.

Grito com a força do ÚTERO,
Grito com a força do CORPO,
Grito qual grito OCO, MUDO, MORTO.

(*texto escrito por Sol Bentto)

Nos contornos da feminilidade...





(...)

"A auto-afirmação é conseguida através do comportamento yang: exigente, agressivo, competitivo, expansivo, e - no tocante ao comportamento humano - através do pensamento linear, analítico. A integração é proporcionada pelo comportamento yin: receptivo, cooperativo, intuitivo e consciente do meio ambiente. As tendências yin e yang, integrativas e auto-afirmativas, são ambas necessarias à obtenção de relacões sociais e ecológicas harmoniosas.

A auto-afirmação excessiva manifesta-se como poder, controle e dominação de outros pela força; e são esses, de fato, os padrões predominantes em nossa sociedade, características essas do patriarquismo."

(...)

YIN (FEMININO, CONTRÁTIL, CONSERVADOR, RECEPTIVO, COOPERATIVO, INTUITIVO, SINTÉTICO)
YANG (MASCULINO, EXPANSIVO, EXIGENTE, AGRESSIVO, COMPETITIVO, REACIONAL, ANALÍTICO)

"Se atentarmos para a lista de opostos, é fácil ver que nossa sociedade tem favorecido sistematicamente o yang em detrimento do yin - o conhecimento racional prevalece sobre a sabedoria intuitiva, a ciência sobre a religião, a competição sobre a cooperação, a exploração de recursos naturais em vez da conservação, e assim por diante."

(...)

(*trecho do livro: O Ponto de Mutação - Autor: Fritjof Capra)

Na busca por esses contornos femininos perdidos na nossa sociedade, a Cia. As Margaridas iniciará um novo processo de pesquisa que adentrará no feminino, num resgate ao matriarquismo.

Aguardem!

(*Obra de Gustav Klimt, intitulada - Danae)

*texto postado por Sol Bentto

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Somos?

(...)

"Como chamar de outro modo aquilo horrível e cru, matéria prima e plasma seco, que ali estava, enquanto eu recuava para dentro de mim em náusea seca, eu caindo séculos e séculos dentro de uma lama - era lama, e nem sequer lama já seca mas lama ainda úmida e ainda viva, era uma lama onde se remexiam com lentidão insuportável as raízes de minha identidade.
Toma, toma tudo isso para ti, eu não quero ser uma pessoa viva! tenho nojo e maravilhamento por mim, lama grossa lentamente brotando.
Era isso - era isso então. É que eu olhara a barata viva e nela descobria a identidade de minha vida mais profunda.
Em derrocada difícil, abriam-se dentro de mim passagens duras e estreitas.

(...)

Para saber o que realmente eu tinha que esperar, teria eu antes que passar pela minha verdade? Até que ponto eu agora havia inventado um destino, vivendo no entanto subterraneamente de outro?"

*Trecho do Livro: A Paixão Segundo G.H. de Clarice Lispector)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Em busca de Verdades


Sim, já não somos os mesmos. Caminhos estes que decidimos tomar dentro de nós, caminhos que procuramos levar para a Verdade, como VERDADE.
Nos perguntamos muitas vezes o que somos enquanto artistas e, o que queremos mostrar com nossa arte.
A verdade enquanto absoluta? oras, nem toda verdade é absoluta e a minha verdade é uma, a sua é outra, certamente. Em comum, queremos uma só; àquela que buscamos enquanto artistas.
O que faremos com ela?
Percebemos que nos prostituimos todos os dias, engolimos e vomitamos a nossa realidade cotidiana, e isso nos dói; qual chagas aberta que sangra. Para a ARTE, não queremos mais, não queremos vomitá-la, queremos soltá-la de nossa boca feito borboleta em dia de primavera.
Sair de cômodos pensamentos tortuosos, de casulos seguros e nos arriscar. Cair de penhascos e se espatifar no chão, depois RENASCER qual água que cai de cachoeira.
Busca-se a verdade absoluta enquanto SER desejante, deixar a carne exposta e sangrar até que fiquem a mostra nossos ossos. Sim, é assim que desejamos que nossa arte seja; verdade, verdadeira, verdadeiramente nossa. Impulsos, queremos sentir, mas para isso precisamos estar conscientes, diferente disso; é frenezi.
Deixemos claro que não procuramos fórmulas para se chegar a tal, deixemos claro que queremos viver nossa ARTE. Este é mais uma caminho a seguir...

(*texto escrito por Sol Bentto)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Queremos SER apanhadores de desperdícios

"Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas.
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mas que a dos mísseis.
Tenho em mim esse atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que minha voz tivesse um formato de canto.
Porque eu não sou a informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra pra compor meus silêncios.

Manoel de Barros

sexta-feira, 5 de março de 2010

Pensamentos


O tempo é um algoz as vezes tão suave, lento.
Sei que posso ser o profeta de minha própria vida, mas as chagas brotam feito botão de flor.
Enferma loucura? a insanidade é um bem maior.
Nestes dias cinzentos nessa selva de pedra com tantos edifícios e pessoas empedradas.
Pessoas olham e não me veem,
Sinto-me um fantasma criado pela própria sociedade.
Minhas pernas não aguentam o peso da minh'alma. Ossos ocos, carne seca e enrugada,
Tanteio e não sinto, só sinto as dores que meu corpo exala.
O grito sai da garganta, silencioso.

(*texto escrito por Sol Bentto)

terça-feira, 2 de março de 2010

Em busca do RITUAL


"Uma vez Brecht observou com grande agudeza que é verdade que o teatro começou do ritual, mas tornou-se teatro graças ao fato de que deixou de ser ritual. A nossa situação é em um certo sentido análoga; abandonamos a idéia do teatro ritual para - como resultado evidente - renovar o ritual, o ritual teatral, não religioso, mas humano através do ato, não através da fé"


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Transformar-se em CORPO...

Pensamentos...

O corpo, deliberação de poesias (poieses). É dele que saem expressões mais intrísecas, coberto de pura conotação, lirismo metaforicamente falando.
Metamorfosear é o que precisamos, necessitamos de um CORPO, de formato maior.




"O teatro tem de ser um corpo sem orgãos"
Antonin Artaud

A fala de Grotowski


"A arte não é um estado da alma (no sentido de algum momento extraordinário e imprevisível de inspiração), nem um estado do homem (no sentido de uma profissão ou função social). A arte é um amadurecimento, uma evolução, uma ascensão que nos torna capazes de emergir da escuridão para uma luz fantástica "


sábado, 6 de fevereiro de 2010

CAMINHOS



"Acontece que me canso de meus pés e de minhas unhas, do meu cabelo e até da minha sombra. Acontece que me canso de ser homem. Todavia, seria delicioso assustar um notário com um lírio cortado ou matar uma freira com um soco na orelha. Seria belo ir pelas ruas com uma faca verde e aos gritos até morrer de frio. Passeio calmamente, com olhos, com sapatos, com fúria e esquecimento, passo, atravesso escritórios e lojas ortopédicas, e pátios onde há roupa pendurada num arame: cuecas, toalhas e camisas que choram lentas lágrimas sórdidas".

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Nosso Caminho em 2010 - O Mito


"O Mito é uma realidade cultural extremamente complexa, que pode ser abordada, interpretada através de perspectivas múltiplas e complementares. O mito conta com uma história sagrada, ocorrido num tempo primordial, o tempo fabuloso do princípio. Portanto, uma história verdadeira que sempre se refere a uma realidade.
O Mito do artista maldito do século XIX, está hoje obsoleto, a audácia e a provocação há muito deixaram de ser prejudiciais ao artista; tudo é permitido".

Inicia-se aqui, mais uma etapa nesta caminhada continua da CIA AS MARGARIDAS, recomeçaremos um processo mais aprofundado em relação aos mitos e aos arquétipos na nossa contemporaneidade. Segue-se um fio que já estamos desenrolando há um ano na nossa cidade; "O Ciclo...Entre os fios míticos nas ruas da cidade", tecerá uma dialética entre as figuras, os transeuntes, os moradores e a cidade. Sairemos totalmente do que é confortável e passaremos ao incomum, ao não-confortável.
Em profundidade, daremos continuidade a um trabalho intrínseco, que desejamos que perpasse pelo sensorial e o cognitivo.
Mais uma vez, teceremos caminhos entre; a velha, a noiva, a grávida e a figura do homem vista em meio a essas mulheres.
Seguirá dentro da cidade, este labirinto de concreto, tecido invisivelmente pelo fio de Ariadne a performance "O Ciclo...Entre os fios míticos nas ruas da cidade".
Desejamos, queremos, precisamos!
Precisamos minimizar esta dor deste "tempo morto, tempo que destrói e que mata".