terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O Ciclo...A Intervenção...A Performance

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Quatro figuras em desajuste; a velha, a noiva, grávida e o homem, arquétipos estes vistos em qualquer cultura mundial. O não real, torna-se realidade aos olhos alheios, essas são uma das características da performace que traz uma singularidade a quem assiste, assim, há uma quebra com a arte estabelecida e segue numa forma experimental. Passando assim pelo sensorial e o cognitivo. O teatro não precisa ser entendido de forma exata, cada espectador estabelece o seu 'entender' como quiser. No fundo, todos sabemos quais são nossas bombas, nós enquanto artistas as dançamos de forma turbulenta e visceral. Como 'seres humanos' nos dói saber que o amor de uma certa forma nos impede de ser o que somos ou o que gostaríamos. Nos fecha em labirintos internos e nos traz a tona o egoísmo do sofrimento só nosso, e assim surge o Ciclo, figuras em total desorientação do que é 'o amor', permeados pelo sofrimento, a mulher singularidade de fertilidade, a busca de ser noiva, esposa e mãe. Mesmo num mundo contemporâneo e das conquistas das mulheres, ainda se tem a idéia de que sem amor, nenhuma mulher é "completa". Assim, ela envelhece, mas não o envelhecimento da carne e sim, a da alma.

O Ciclo nada mais é do que uma intervenção performática, em que o público é aleatório, acidental. Por isso, a performace é uma manifestação singular.

No ano que vem levaremos a intervenção as ruas das cidades e, dialogar com essa arquitetura pré disposta a nos engolir.

Dancemos a nossa bomba!

Continuemos...

Evoé

domingo, 15 de novembro de 2009

Algumas imagens de O CICLO
















...
















domingo, 1 de novembro de 2009

O CICLO


Durante meses, criamos, recriamos, escrevemos e rescrevemos a intervenção. A partir de leituras sobre algumas deusas míticas, de alguns mitos gregos, a evolução da mulher, a figura importante da mulher na cultura popular e etc.
Foram meses de trabalho árduo, ensaios, reuniões, discussões sadias, a confeccionar os figurinos, a ensaiar algumas canções. A ansiedade tomou a nós quatro, noites sem dormir.
Com a ajuda de nossos orientadores, criamos; processo de criação nosso. Nós dá uma felicidade de saber que tudo partiu do grupo, ao mesmo tempo um certo medo de uma responsabilidade tão nossa.
Ainda estamos engatinhando, processo este de gestação contínua.
Para nós nada é totalmente finalizado, pois, nos dá a idéia de findo e, tudo é continuidade.
A partir do dia 14/11, estará ai o resultado de nosso pequeno trabalho que não termina por aqui, esta é a primeira temporada, ano que vem a segunda e assim; novas idéias, ânsias, medos, insanidades, trabalho e muita arte. A arte que invade o verossímel.
"A vida é a imitação de algo essencial, com o qual a arte nos põe em contato" (Artaud)

Dias 14/11 - as 18h - CEU CAMINHO DO MAR - Av. Eng. Armando de Arruda Pereira, 5241 - Jabaquara
21/11 - a partir das 10h - MOSTRA DO CENTRO CULTURAL SÃO PAULO
Rua Vergueiro, 1000 - metrô Vergueiro
29/11 - a partir das 11h - Praça Benedito Calixto
Rua Teodoro Sampaio, 600 - Pinheiros

CURTA TEMPORADA...
VENHAM NOS VER!!!

domingo, 4 de outubro de 2009

A Velha


A jovialidade acabou, sou um trampo velho, sem espaço, ao chão, sem alma.
Trapo tem alma?
Minha carne esta seca, seco também é meu ventre. Sou como a uma ameixa seca.
Perdi minh'alma em mim, no outro, minha alma esta envelhecida.
Não sinto mais meu corpo, sinto somente as dores que ele exala.
Envelhecida em mim, escondida em meu inconsciente.
Teço o fim...

(*Texto escrito por Sol Bentto)

A Grávida


Eu não vou gerar vida, não sou capaz disso.
A linha da vida acaba aqui.
Sempre achei a gravidez uma escolha. A única coisa que você quer de mim é que eu te dê filhos, sou apenas um útero em chamas que clama pela água que jorra de ti.

Útero em chamas!

Eu não quero nenhum elo, não quero me prender a sentimentos, nem meu seio no céu da sua boca, apenas ser possuída, eu quero.

Ser possuída, eu quero.

(*texto escrito por Bruna Vitorino)

O Homem



A intensidade das palavras também se reflete ao aroma da Margarida.
E integra toda a uma atmosfera que "tece" a sua criação.
Tece a sua criação.




Me sinto preso mesmo estando de partida.


Preso e de partida...

(*texto escrito por Antonio Meira)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

domingo, 27 de setembro de 2009

Momentos de Construção




Domingo, 27/08 no Céu Caminho do Mar, local de nosso ensaio.
Agora, somos quatro, quatro atores neste processo continuo de construção da Intervenção 'O Ciclo'.

Há uma quebra da Tríade com a figura masculina-conotativa, metafórica e lírica.
Continuemos...
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A velha tece o fio da vida, o fio da morte, o fio do fim.
Dois corpos não ocupam o mesmo espaço.

sábado, 29 de agosto de 2009

Esboço "O Ciclo"





Dia 29/08, sábado, as três atrizes instalam-se na Praça da Moça em Diadema, para a construção da Tríade e seus arquétipos femininos.
A construção continua...

continua...










terça-feira, 18 de agosto de 2009

Instalação Cênica "Espelho Interno"


A instalação cênica "Espelho interno", surge a partir de discussões e necessidades destas artistas referente à identidade humana e teatral. Uma das escolhas é um "fazer teatral" fora do teatro convencional e sair literalmente do que é "confortável", por isso, a Cia. escolheu usar desta arquitetura disponível e, para a primeira instalação escolhemos o Centro Cultural Nogueira, situado em Diadema.
Permeada pelo ciclo, pelas deusas míticas; como Gaia, pelos egos, pela dança popular cavalo-marinho, surge a intervenção “Espelho Interno” em que buscamos o interior, essa febre que nos toma, enquanto mulher, enquanto cidadãos vivendo numa cidade labirinto que se difunde nas horas (tempo/relógio), buscando viver no cotidiano, vivendo uma vida anestesiada.
Na busca dessa identidade, qual é o nosso espelho interno? O seu?
Deixamos de viver para alimentar a nossa alma, porém, vivemos para alimentar os nossos "bens materiais".
O teatro é a arte que perpassa por todas as artes; a dança, a música, artes plásticas, etc, entretanto, o mesmo continua tão estagnado, tão estático que nos incomoda. Mas como transformar o teatro, numa arte visceral, intrínseca, orgânica?
Posterior a instalação, algumas pessoas relataram o “sombrio” que os remeteram a uma mediocridade como seres humanos, alguns questionaram a si próprio no que se refere ao "espelho interno", outros, sobre este "ser” dual.
O teatro é isso, perguntas sem respostas, questões a serem levantadas. O teatro é febre, explosão, maravilhosamente o teatro serve para confundir.
Inúmeras perguntas faremos a nós mesmas enquanto artistas, e queremos não respondê-las, pois, se houverem respostas, haverão delimitações.
Esse é o caminho que queremos seguir...

terça-feira, 21 de julho de 2009

Esboço "Espelho Interno"
















terça-feira, 14 de julho de 2009

Gestação...


Em doses homeopáticas
Começo a me transformar
A ridicularizar essa dor.
Não é maior que a anterior
Não sou mais a mesma
Nem me lembro o que era.
Só sinto...
O desvencilhar dos corpos.

(*texto escrito por Marcela Cabral)

O ciclo, os arquétipos e a arte




Este primeiro experimento das Margaridas, consiste na construção e no desenvolvimento de uma intervenção que permeia pelo ciclo, os arquétipos e por fim na construção da arte.
Entendemos que, a construção desta arte criadora, dá-se por meio de um trabalho que se desenvolve e perpassa pelo consciente e inconsciente dos indivíduos (artistas).
O Ciclo é um conjunto de transformações pelas quais os indivíduos de uma espécie passam para assegurar sua continuidade. Dentro da arte, mais especificamente o teatro, quais seriam essas transformações?
Num outro contexto, Jung definiu os arquétipos "como modelos inatos que servem de matriz para o desenvolvimento da psique", assim criando imagens e visões dos aspectos de situações do consciente. E, esse consciente passa por meio dessas experiências associadas, como por exemplo: da grande mãe, o velho sábio, do héroi e de si próprio e etc. Noutros, esses arquétipos evoluiram tanto que, tornaram-se impulsos percebidos pelo sentido. Na arte, como se dá essa construção dos arquétipos?
Deste modo cito novamente Artaud que diz, "o teatro precisa passar do interno para o externo, como uma febre", assim também entendemos o ciclo, os arquétipos que ambos, são orgânicos.
O teatro entre "o que ele é, e o que não é?" - Artaud.
São perguntas constantes durante o processo de treinamento, e elas são infinitamente viáveis, pois, nos dá a certeza de que o certo é ainda incerto.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Qual é o papel da arte?

O teatro tem sido questionado muito quanto ao "fazer teatral", ou seja, o que nos cabe enquanto artista desenvolver esse "fazer" num processo de criação? Ao pensarmos isso, podemos então verificar de que modo o teatro vem sendo colocado e desmembrado quanto a sua visualização. O que seria este criar? talvez fosse uma tela em branco e uma contemplação do artista ao olhá-la e imaginar sua obra? dá-se então "a origem do teatro ritualista" descrita por Artaud em "O teatro e seu duplo". O teatro necessita desta criação que é primordial, em que o corpo também é texto; tudo é texto, tudo fala por si só. E assim, cabe perguntar: "Qual o desígnio da arte: representar o real? recriar o real? ou criar outras realidades?"

terça-feira, 7 de julho de 2009

"Atirei uma pedra na água
Uma onda se formo
A onda bateu nos barco
Os barco se balanço

Vai buscar meu amor
Seu barco ligeiro
Vai buscar meu amor
Seu barco ligeiro"

Chegança no CCD Vila Nogueira (27/06/09).
Bruna Vitorino e Sol Bentto